Processadores, placas-mãe, placas de vídeo, memória, fontes… São tantos componentes na hora de montar um computador para jogos que é fácil se perder. Mas calma, nós te damos uma força! O segredo, meu caro gamer, é entender que a montagem de um computador funciona como um jogo: é preciso superar fase por fase.

 

Fase 1: Escolha seu personagem 

A primeira etapa para se montar um computador para jogos é saber quem vai jogar. Isso mesmo, quem é você? Quais games você curte? Em geral, a indústria de jogos divide os usuários em três faixas: 

Jogadores casuais – são aqueles que investem moderadamente em games e não estão em busca necessariamente dos jogos mais avançados. Se você se encaixa nesse perfil não é preciso investir pesado na máquina e você não precisa direcionar seus recursos para componentes como processadores dual core e boas placas de vídeo. Também é recomendável investir em um notebook com placa de vídeo integrada.

Jogadores habituais – são aqueles que costumam acompanhar os lançamentos da indústria de games e têm o hábito de investir tempo e dinheiro em jogos. Se você está nessa categoria, é preciso prestar atenção quais requisitos mínimos são pedidos pelos jogos. Memória RAM, compatibilidade para Directx 11 e placas de vídeo superiores , de fabricantes como NVIDIA e AMD, são alguns itens básicos. Além disso, se você se enquadra nesse tipo de gamer, pode ser mais interessante investir em desktops que em notebooks para rodar jogos pesados.

Jogadores hardcore – assim como o jogador habitual, ele acompanha os últimos lançamentos da indústria, mas curte jogar com qualidade gráfica e desempenho no máximo. Nada de diminuir as texturas ou reduzir a qualidade do vídeo – o jogador hardcore quer experimentar o game assim como ele roda na mesa de quem o desenvolveu! Nesse caso, notebooks são completamente desaconselháveis. Placas de vídeo potentes são indispensáveis. Outro ponto a se levar em consideração são computadores que rodem mais de uma placa de vídeo simultaneamente.

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Fase 2: Enfrente o primeiro chefão – o processador 

O processador é como um primeiro chefe em um jogo: sem passar por ele você não consegue avançar para estágios mais à frente. Como certos processadores podem não funcionar com determinados componentes, como placas de vídeo, é preciso partir do processador para depois continuar a montar seu computador. Jogos de estratégia em turnos, que utilizam bastante de inteligência artificial, requerem processadores ainda mais poderosos. Dica Pro: confira os benchmarks dos últimos processadores da Intel e AMD e avalie o custo-benefício antes de se decidir.

 

Fase 3: Colete itens para o seu baú de tesouros

Após vencer o primeiro chefão e ter escolhido o processador, você pode passar ao estágio seguinte e dar um upgrade no seu inventário. A placa de vídeo é a menina dos olhos de gamers e deve ser tratada “com carinho” principalmente para quem curte jogos em primeira pessoa, com grandes cenários 3D ou abusem de gráficos complexos. Nesse caso, é preciso tirar o “escorpião rei” do bolso, talvez até mais que na compra do processador, pois a melhora na qualidade das placas de vídeo de uma geração para a outra costuma ser mais significativa que a de processadores. Uma sugestão é que um gamer hardcore não compre placas de vídeo lançadas há mais de dois anos. Mas para não causar um fatality no seu orçamento apenas com a placa de vídeo, o recomendado é não gastar mais de um terço do total na compra da placa. Boa dica, não? 

A placa-mãe também é outra peça fundamental para o computador, pois abriga todos os outros componentes. Procure placas com PCI Express versão 2.0 ou superior – já existem versões 3.0 no mercado.

A memória RAM é outro ponto fundamental para gamers. Enquanto jogadores casuais e até mesmo habituais conseguem se virar bem com memórias de 8GB, gamers hardcore podem investir em memórias mais potentes – é possível encontrar chips de até 32GB no mercado. Atenção: é preciso que a placa-mãe seja compatível com a quantidade de memória RAM. Atente-se também para a velocidade dos chips de memória. E outra dica é que, quanto mais memória RAM, maior o consumo de energia.

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Fase 4: Dê um up na sua barra de energia

Já que estamos falando de desempenho e componentes avançados, de nada adianta você comprar uma super máquina e não investir nos componentes necessários para garantir que ela funcione sem sobressaltos. Investir numa boa fonte é quase como dar uma vida extra para o seu computador, pois ela o ajudará a sobreviver a eventuais picos de energia. Sites como o eXtreme Power Supply Calculator (http://www.extreme.outervision.com/psucalculatorlite.jsp ) te ajudam a calcular o consumo de energia do seu computador. Com o número em mãos, a dica é sempre comprar uma fonte que aguente até 100W a mais que o consumo da sua máquina.

Outro componente fundamental para não deixar seu computador levar um game over é um bom resfriador/cooler. Marcas como Antec, Corsair, Deepcool e Gelid costumam ser bem avaliadas. E se você quer opções silenciosas, há coolers com material líquido selado que são uma boa alternativa, embora mais cara.

 

Fase 5: É perigoso ir sozinho – procure aliados

A indústria de games evolui cada vez mais rápido. Novos processadores e placas de vídeo são lançados no mercado em intervalos cada vez menores. Ao mesmo tempo, os jogos utilizam configurações cada vez mais complexas que exigem máquinas mais poderosas. Você não vai saber sempre qual é o componente mais avançado disponível no mercado e, mesmo este artigo que você está lendo, estará ultrapassado em determinado momento. Assim, um último conselho para quem deseja montar um computador é: busque sempre ajuda. Entre em fóruns, leia publicações especializadas e, claro, continue visitando o nosso blog para estar antenado ao que muda no mercado de games. Você pode consultar as categorias ao lado para saber ainda mais sobre os componentes de um computador.

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