A tendência do momento, ao menos por enquanto, é ostentar o hardware do computador e seus periféricos, exibindo uma extravagante iluminação LED RGB. No começo, tínhamos apenas ventoinhas com LED de cor única e com o passar do tempo, novas cores e efeitos foram surgindo. Hoje temos gabinetes, ventoinhas, mouses, teclados, monitores, Placas-Mãe, módulos de memória, fontes de alimentação, SSD’s e até cadeiras Gamer com iluminação LED RGB.
Nem todo mundo curte “coisas” piscando para todo lado. Mas não há como negar que um belo setup iluminado, chama mais a atenção do que um sistema mais discreto, mesmo que este tenha um hardware superior.

 

 

Explicando um pouco o termo LED RGB, podemos dizer que trata-se de um conjunto de três LEDs encapsulados, cada um com uma cor distinta: o vermelho (Red), o verde (Green) e o azul (Blue). O RGB se refere, portanto, às cores primárias para a luz. Misturando-se às três cores e mudando suas intensidades individualmente, podemos fazer qualquer variante de cor do espectro visível.
Já quando citamos o termo “A-RGB”, do inglês “Addressable RGB”, estamos falando de uma iluminação LED RGB endereçável. Isto é, um sistema de iluminação LED capaz de identificar cada um dos LED’s individualmente e atribuir a ela uma intensidade, cor e efeito específico. Isto também significa que podemos sincronizar todos os LED’s A-RGB do hardware e seus periféricos, independente da fabricante.

 

 

Esta tecnologia de sincronismo na iluminação é a mesma para todas as fabricantes de Placas-Mãe. O que muda na verdade é somente o nome comercial da tecnologia, como por exemplo ASUS Aura Sync, Gigabyte RGB Fusion 2.0, MSI Mystic Light Sync, AsRock Polychrome Sync, dentre outros. Então, de pouco nos interessa, o nome da tecnologia que sua Placa-Mãe utiliza.
O que poucas pessoas sabem, é que não basta que a Placa-Mãe suporte produtos RGB. Você não pode simplesmente comprar qualquer fita de LED, ventoinha ou controladora para a festa começar. Na verdade, o mercado de iluminação LED RGB é uma verdadeira bagunça, cheio de padrões diferentes e incompatibilidades. É preciso saber alguns detalhes antes da compra do seu Kit de iluminação: 

 

Os diferentes tipos de conectores RGB

Os conectores RGB mais comuns encontrados em fitas de LED e ventoinhas de LED do mercado, são de 3 pinos (4 – 1 pinos) que operam com 5V de tensão. Porém, existem outros conectores, estes  de 4 pinos, que operam a 12V, além de formatos diferentes com 5 pinos. A bagunça de padrões é tamanha, que existem até formatos proprietários de conectores. Ou seja, formatos que só funcionarão com os produtos de mesma marca.

 

Fique atento! Antes de comprar uma fita de LED ou Ventoinha, verifique na sua Placa-Mãe a tensão de operação e o tipo de conector. Se você conectar um produto RGB de 5V em um conector de 12V, será “game over” na hora. Estas informações geralmente estão escritas diretamente no PCB da placa, além de estarem também disponíveis no manual da mesma.

 

Controladoras de iluminação LED

Existem fitas e ventoinhas RGB que dispensam controladoras. Quando este for o caso, significa que as cores dos LED’s já são pré-definidas, assim como seus efeitos. Não é possível desligar, mudar a cor ou os efeitos. Você simplesmente as instala e deixa o resto do trabalho para elas.
Porém, existem fitas e ventoinhas que utilizam uma controladora. Ela será responsável por desligar/ligar a iluminação, mudar a cor ou os efeitos de luz. Algumas controladoras possuem controle remoto, enquanto outras um controle cabeado.
Então, quando falamos de controladoras, antes de comprar, precisamos saber qual o tipo de conector RGB, sua tensão de operação, quantidade de conectores disponíveis para LED e para energia das ventoinhas.

Sendo ainda mais detalhista, os conectores de alimentação ventoinha podem ser de 3 pinos, 4 pinos ou 4 pinos com controle de rotação (PWM). Identifique o conector que suas ventoinhas utilizam antes de considerar a compra da controladora. Fique ligado nestes detalhes!

 

Escolher produtos RGB ou A-RGB?

Como explicamos anteriormente, um produto que usa LED’s RGB, não permite controlar os LED’s individualmente. Na prática, significa que toda a fileira de LED’s de uma fita ou de uma ventoinha, apresentará a mesma cor. A mudança de cores e efeitos é possível, mas limitada a esta particularidade.
Já os dispositivos A-RGB, permitem na prática, qualquer transição de cores, misturas e efeitos para cada um dos LED’s da fileira. Além de conseguir obter os mesmos efeitos que um produto RGB teria, um produto A-RGB permite maiores possibilidades e maior nível de controle.

 

Componentes RGB  controlados pela Placa-Mãe

Alguns componentes de hardware, não requerem cabos de endereçamento da iluminação ou conectores de energia dedicados. Eles são energizados e controlados pela própria Placa-Mãe. Alguns componentes são memórias, SSD’s SATA, SSD’s MVMe e outros. No software da Placa-Mãe você poderá sincronizar todos. Ou se preferir, utilize o software de controle de cada componente, fornecido pela fabricante.

 

Periféricos com controladora integrada

A maioria dos periféricos tais como mouses, teclados, headset’s, mousepad’s e outros, possuem uma controladora RGB interna. A fabricante permite o controle da iluminação diretamente pelo software proprietário daquele periférico.

 

Mas não se esqueça que também existem periféricos RGB não personalizáveis. Geralmente possuem um número limitado de cores e efeitos pré-definidos. Lembre-se na hora da compra que são produtos com propostas diferentes.

Conclusão

Agora que você está um pouco mais familiarizado com iluminação LED, que tal escolher um kit perfeito para dar ao seu setup aquele aspecto visual que todo mundo fica de “boca aberta”? Todos todos os dispositivos do mercado com as mais diversas variações de iluminação LED, estão bem aqui: www.waz.com.br

Comentários

Comentários