A Nvidia acaba de anunciar que o suporte à tecnologia Ray Tracing na série GeForce GTX, exigindo no mínimo uma GTX 1060 com 6 GB de RAM. Com esta medida a empresa adiciona uma quantidade enorme de computadores que poderão usufruir da tecnologia que até então eram exclusivos das placas da série RTX 20XX.

Até o momento, se você quer reflexos feitos em tempo real, precisaria adquirir uma placa RTX com arquitetura Turing. Hoje, dia 18/03/2019, a Nvidia resolveu que os menos abonados também podem ter uma experiência semelhante. Cabe salientar que as GPU´s do segmento mobile não suportarão o recurso.

O anúncio foi feito durante a GDC, Game Developers Conference e se iniciou nesta semana em São Francisco. A mágica, que até então era impossível, utiliza o DXR (que é o DirectX feito pros ray tracing), junto de um driver específico e que será lançado no mês que vem pra fazer tudo acontecer em uma placa gráfica que pode ser uma 1060, 1660, 1070 ou 1080, todas baseadas na arquitetura Pascal.

Mesmo em hardware já antigo, o ray tracing será feito em tempo real. Os núcleos responsáveis pra tarefa, que não existem de forma dedicada nas GTX, serão os que já trabalham com shaders.

A própria Nvidia diz que o desempenho vai sofrer com a adição deste recurso, o que é bem óbvio. Até uma RTX 2080 sofre com ray tracing ligado no máximo em alguns jogos e engasga pra entregar 60 fps. A empresa vai além e diz que a diferença de desempenho entre uma GTX e uma RTX será de duas, até três vezes.

A tecnologia é nova, impressiona pelos reflexos, mas tem pouco jogo que utiliza os raios de luz gerados em tempo real. Agora, com mais GPUs conseguindo lidar com isso, duas engines começaram a suportar nativamente os raios: Unreal Engine e Unity.

Não será a partir de agora que todos os jogos feitos com um dos dois motores gráficos mostrarão os reflexos, mas o que muda é que o desenvolvedor não precisa criar algo do zero pra inserir os raios. É só pegar o motor, que já entrega tudo e adaptar pro jogo.

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