Você provavelmente vem recebendo uma enxurrada de e-mails e notificações de diversos serviços online, tais como Google, Netflix, Xbox Live, Outlook, Playstation Network, YouTube e outros serviços, a respeito das novas regras da GDPR.

Mas você sabe do que se trata?
A Regulação Geral de Proteção de Dados (GDPR), formulada em 2016 nos países da União Européia, foi adotada em todo o mundo, e sem dúvidas é uma vitória para os consumidores, uma vez que, agora teríamos mais clareza e informações sobre como nossos dados pessoais são tratados.

O vazamento de dados de 87 milhões de usuários do Facebook à Cambridge Analytica, foi a gota d´água para promover uma solução com a finalidade de restringir e regulamentar a coleta de dados de usuários feita por empresas.

Mas engana-se quem acha que a GDPR lida apenas para serviços online.
A regulação lida com consumidores no geral.

Podemos dizer que, é a medida mais severa e ampla contra o crescente inconveniente que os internautas vem sofrendo com relação aos serviços digitais.

No Brasil, onde casos como o da Netshoes também revelaram falhas de segurança no armazenamento de informações pessoais, não é diferente. Uma pesquisa da Veritas, companhia que fornece serviços e produtos de gerenciamento de dados a clientes empresariais, mostra que os brasileiros não estão satisfeitos com o tratamento e destino de suas informações pelas empresas.

Em um recente levantamento realizado pela Época NEGÓCIOS, 1 mil brasileiros foram questionados sobre em que medida se acham bem informados sobre quais dados pessoais as companhias poderiam em tese, compartilhar com outros parceiros. Um total de mais de 43% disseram estar ligeiramente informados sobre o assunto, e 18% sequer faziam fazem ideia do que pode ou não pode ser compartilhado pelas empresas. Os 38,3% restantes se dizem bem informados sobre o tema.

Já quando questionados, com a possibilidade de múltiplas respostas, sobre o motivo pelo qual as empresas não tratam os dados de forma adequada, a ampla maioria (69,7%) afirma que o lucro com o compartilhamento das informações é a resposta. 45,6% acham que as companhias simplesmente não possuem os meios e pessoal necessários para ter controle sobre as informações.

A situação pode afetar não só a integridade, mas também os balanços empresariais. Na pesquisa, 42,3% das pessoas consultadas dizem que deixariam de comprar ou usar os serviços de uma empresa que fizesse mal uso de seus dados. Outros 26,5% não só boicotariam o negócio, mas também passariam para um concorrente direto.

Mas a GDPR também aplica aos consumidores, maior responsabilidade pela aceitação de termos e condições de serviços contratados pelo usuário. Uma vez que o usuário aceita os termos e condições de uso regulamentados pelo GDPR, o mesmo não poderá dizer que seus dados pessoais foram utilizados sem o seu consentimento.

Se você é uma daquelas pessoas que sai por ai clicando em “SIM” para tudo quando lhe são apresentadas as condições de privacidade, é melhor reservar um tempinho para ler os contratos e termos de aceitação.

Por exemplo, do ponto de vista jurídico, se uma rede social qualquer, menciona em seus termos de uso que se utilizará de seus dados pessoais, a fim de promover uma navegação personalizada, com base em suas preferências pessoais, não será possível argumentar que seu direito foi violado.

Ainda sim, você será informado de maneira clara sobre o volume de dados, o motivo e o destino dos dados pessoais compartilhados.

Comentários

Comentários