Ouve um tempo em que fazer overclock, isto é, aumentar a performance de um componente mediante modificações de suas especificações e características técnicas, era uma coisa complicada e restrita a entusiastas em hardware ou profissionais da área altamente capacitados, com algum conhecimento ao menos básico em eletrônica.

Naquela época, não era um absurdo dizer que você precisaria soldar as pontes de um processador (isto mesmo… soldar) ou utilizar tintas condutivas para desbloquear sua capacidade de fazer overclock, a exemplo dos saudosos processadores AMD Athlon XP.

Também não era difícil encontrar modificações em capacitores e resistores de uma Placa-Mãe top de linha, para uma melhor eficiência elétrica dos componentes.

Conhecer especificamente os termos mais comuns como por exemplo FSB, latência, frequência, multiplicadores e tensão era coisa do dia-a-dia no cenário de overclock.
Isso sem mencionar nos infinitos e estafantes testes de performance e estabilidade, realizados nos componentes modificados.

Queimar um processador ou Placa de Vídeo era muito fácil para aqueles menos experientes.

Hoje, tudo ficou mais fácil.
Por exemplo, Placas de Vídeo já são configuradas de fábrica com overclock e a maioria delas possuem softwares que, com poucos cliques, permitem modificar a performance.

Processadores são disponibilizados em modelos desbloqueados para definição do Clock e Placas-Mãe especificamente produzidas para esta finalidade possuem uma vasta gama de opções.

Quase tudo é automatizado e testado por estes softwares, com muito mais segurança, e sem complicação.
Mas nem mesmo esta comodidade lhe será útil se você não souber os equipamentos e componentes ideais para um overclock perfeito, seguro e estável.

A WAZ elencou aqui algumas dicas para que você garanta o overclock em seu processador.

Processadores

Atualmente existem várias linhas de processadores no mercado. Seja para processadores da AMD ou da Intel, existem modelos mais indicados para overclock, que são aqueles com multiplicadores desbloqueados.

A exemplo da Intel, temos os processadores da série “K”, desbloqueados de fábrica.
Exemplo: Intel Core i5-4690K que possui originalmente um clock de 3.0GHz, podendo alcançar 3.5GHz em modo Boost e incríveis XXXGHz em um overclock máximo.

Outra informação importante que você precisa saber é que, os processadores mais potentes de uma geração, geralmente estão no seu limite operacional, não sendo possível aumentos “expressivos” de performance por meio de overclock, embora ainda suportem alterações. Na verdade os processadores intermediários é que estão mais propensos a aumentos de performance, pois não alcançaram seu potencial máximo ainda naquela geração.

Fique atento também ao TDP do processador. O termo TDP significa Thermal Design Power, que em português pode ser traduzido para “Energia Térmica de Projeto”. Ele serve para indicar a quantidade máxima de energia que um sistema de refrigeração deve dissipar.

Como o overclock aumenta bastante a temperatura, processadores com alto valor de TDP estão menos propensos a overclocks mais extremos, pois o excesso de calor tornará o sistema instável, o que nos leva ao próximo ítem.

Refrigeração

Esqueça os collers de fábrica ou coller´s Box (aqueles que já vem na caixa do processador), pois eles são projetados pensando no TPD original sem modificações.

Se sua intenção é fazer overclock, considere as melhores soluções do mercado como Cooler’s baseados em refrigeração líquida e Cooler´s baseados a ar com Heat-Pipes e ventoinha dupla.

Para saber mais sobre os tipos de coolers existentes, confira no matéria clicando aqui.

Pasta Térmica

Se por um lado esquecer os cooler´s box é uma regra, utilizar a pasta térmica pré aplicada de fábrica também.

Neste caso, o ideal é comprar uma pasta térmica de qualidade. E neste quesito não faltarão boas opções de marcas conhecidas como Arctic, Gelid, Ceramic e outras.

Em nosso artigo você poderá aprender a maneira correta de aplicar a pasta térmica, clicando aqui.

Placa-Mãe

O que nem todos sabem, é que nem toda Placa-Mãe oferece suporte a overclock. Além do fato de que as que oferecem, geralmente possuem algum limitador, sendo que poucos modelos de fato são voltados para overclock extremo.

Felizmente as fabricantes de Placas-Mãe evidenciam a finalidade de overclock na embalagem de seus produtos.

Em termos gerais, as Placas para overclock oferecem maior liberdade na definição de frequência, multiplicadores e tensão, chegando ao ponto de permitir alterações mínimas (Ex: modificar a frequência de 1 a 1 MHz) para extrair o máximo de overclock de maneira estável.

Outra característica comum destas Placas é oferecer o recurso de armazenar vários perfis de overclock, a serem acionados com um único clique, seja na BIOS ou dentro do próprio Sistema Operacional, ou mesmo realizar automaticamente o overclock para você.

Outra característica destas Placas é que geralmente possuem componentes de maior qualidade como reguladores de tensão e capacitores sólidos 100% japoneses.

Softwares

Embora a maioria das Placas-Mãe voltadas para overclock já possuam uma BIOS UEFI com recursos avançados para a configuração de overclock, as vezes é desejável controlar tudo isso de dentro do sistema operacional, sem a necessidade de reiniciar o sistema para cada modificação.

Estes softwares, também monitoram a temperatura da CPU, a velocidade de rotação das ventoinhas e outras características envolvidas no overclock.

As principais fabricantes de CPU´s possuem suas próprias ferramentas a exemplo da Intel com o Utilitário Extreme Tuning (XTU Intel). Mas há também outros utilitários de terceiros que facilitarão a sua vida como o CPU-Z, CPU-Tweaker e outros.

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