A nova geração de processadores da Intel, chamada de Intel Kaby Lake, já chegou ao mercado. Ela se destaca por ser a primeira que vai contra o modelo tick-tock, mas ainda assim, apresenta avanços quando comparada com a família Slylake, como otimizações no consumo de energia.

Quer saber se novos processadores da fabricante valem o investimento? Continue a leitura!

O fim da filosofia tick-tock

Para compreender a nova geração de processadores da Intel, é fundamental entender como os processadores da fabricante foram desenvolvidos ao longo dos últimos anos. Essa abordagem possui um grande alinhamento com a famosa Lei de Moore e tem sido utilizada desde 2007.

A ideia da filosofia tick-tock é garantir que, em um espaço de duas gerações, um processador tenha o seu tamanho reduzido e passe por um processo de grande melhoria na sua capacidade operacional. Nesse caso, a geração em que as suas dimensões tornam-se menores, como é o caso da Broadwell (os primeiros chips produzidos em processos de 14nm), é chamada de tick. Já a geração em que ocorrem otimizações na capacidade de processamento, como é a o caso da Skylake, é chamada de tock.

O desejo da Intel era que a última geração, Skylake, fosse substituída por uma “família tick”, a Cannonlake. No entanto, produzir processadores em processos de 10nm provou-se ser muito mais complexo do que a empresa previa. Diante disso, a geração Kaby Lake manteve o seu processo de fabricação de 14nm.

Uma pequena evolução na linha de processadores da Intel

Os novos processadores Intel Kaby Lake podem ser vistos como uma otimização dos dispositivos da família Skylake. O seu principal diferencial é a possibilidade de usuários terem acesso a um hardware capaz de reproduzir conteúdos em 4K. Todas as novas GPUs integradas aos processadores dessa geração contam com suporte para aceleração de hardwares ao exibir e codificar streamings de vídeo em codecs 10-bit HEVC/H.265 ou 8-bit VP9.

Vale destacar também que, por utilizarem chipsets da familia 100-series, a integração com setups baseados nos processadores da família Skylake pode ser feita facilmente.

HDMI 2.0 e HDCP 2.2 também será compatível com os chips Kaby Lake para enviar streamings de vídeo em 4K com 60Hz, independente da presença de DRM. No entanto, o suporte para a versão 1.3 da DisplayPort, assim como portas USB 3.1 de 10Gbps não está presente.

Otimizando ao máximo os processos de 14nm

A geração Intel Kaby Lake pode ser vista como um aperfeiçoamento dos processadores de 14nm. Segundo dados da Intel, foi possível obter 12% a mais de velocidade melhorando os transistores e o perfil do processador.

Com uma clock maior, o usuário de tais processadores pode fazer mais coisas com maior velocidade e poder de processamento. O mesmo vale para o poder de processamento de vídeo, que teve melhorias de dois dígitos em termos de ganho de performance.

Para identificar os novos processadores, basta buscar por modelos da série 7000, que podem rodar a até 3.5 GHz. Eles contam com as novas GPUs integradas, a Intel HD 615 e a Intel HD 620, mais poderosas e eficientes. Vale destacar, também, que essa é a primeira geração a incorporar os processadores para dispositivos ultraportáteis (sem fan) na sua nomenclatura, então esteja atento!

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