Volta e meia surgem algumas tecnologias que simplesmente transformam os computadores e nossa experiência de uso com eles. Uma dessas novas tecnologias é o SSD (Solid-State Drive ou, em português, Unidade de Estado Sólido), utilizado para armazenar dados digitais e considerado o sucessor, ou a evolução, dos discos rígidos convencionais, os conhecidos HDs.

O SSD funciona mais ou menos como um cartão de memória ou pendrive, mas desempenha as mesmas funções (com vantagens e melhorias) dos tradicionais HDs internos. Mas porque trocar um pelo outro? Isso é o que vamos explicar hoje! Veja só:

Mais silenciosos

Como o nome já diz, o SSD é uma unidade sólida. Uma única peça com vários chips conectados entre si, que dispensa a utilização de conjuntos mecânicos -como as agulhas e discos dos HDS- para funcionar. Esse formato elimina qualquer tipo de vibração e, por consequência, de ruídos. Barulho nunca mais!

SSD

Maior resistência  

Além disso, a ausência de peças móveis garante uma maior resistência e durabilidade, principalmente quando ocorrem quedas ou choques, como no percurso de uma viagem, ou trabalhando dentro de um veículo em movimento, por exemplo. Esta característica faz com que ele seja muito utilizado em equipamentos portáteis, como ultrabooks.

Mais rápido

O SSD é reconhecido e acessado pela sua máquina com maior rapidez do que os outros dispositivos ópticos (CDs e DVDs) e magnéticos (HDs) existentes por aí. A explicação é simples:

Tanto nos CDs quandos nos HDs, o leitor (o laser ou agulha magnética, respectivamente) precisam encontrar a localização física do começo de uma sequência de dados sempre que algo precisa ser lido ou gravado. É por isso que HDs e CDs têm sua velocidade atrelada à sua velocidade de rotação! Quanto mais rápido o disco gira, menos tempo o leitor precisa esperar para chegar na localização desejada.

Já no SSD, o acesso aos dados, assim como a gravação é feito através de portas lógicas 100% eletrônicas. Não há que se esperar nenhum movimento. Toda a operação é limitada apenas pela velocidade de processamento e propagação dos sinais elétricos! O resultado: programas abrem e rodam muito mais rápido!

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Bateria prolongada

Mais uma vantagem da ausência de partes mecânicas! Para girar discos e mover agulhas e lasers, são necessários motores elétricos. Ou seja, a energia que poderia estar alimentando o seu processador, tela e antena WiFi, é usada fazendo seu disco rodar. Pior: como todo computador, por mais moderno que seja, ainda precisa respeitar as leis da física, uma parte desta energia ainda é perdida em ruído e, principalmente calor, o que nos leva ao nosso próximo ponto.

Menor emissão de calor

Aquele calor que queima seu colo enquanto você passa a tarde com o notebook no sofá é reduzido com o uso de SSDs. Sejamos honestos, seu computador não vai passar a ser uma pedra de gelo. O CPU, GPU e a própria bateria (principalmente enquanto carrega) são responsáveis pela maior parte do calor da sua máquina. Entretanto, para aliviar o desconforto que quem tem um notebook quente conhece, é uma ajuda muito bem vinda!

Mas com tantas vantagens, por que nem todo mundo usa um SSD ainda? Por um motivo bastante simples: os HDs tradicionais ainda são mais baratos, em termos de preço por megabyte. É mais barato, sobretudo para quem precisa de muito espaço, para vídeos e jogos, instalar um HD. A solução mais comum é montar um sistema híbrido: Um SSD para o sistema operacional abrir programas e ligar na velocidade da luz, e um disco convencional, para guardar seus arquivos pesados, já que isto não impacta muito no desempenho.

Nós já testamos (muitas vezes!) e garantimos: depois de usar uma máquina com SSD, nunca mais se quer voltar atrás!


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