A sul-coreana Samsung  parece estar bastante atenta às tendências em tecnologias de acessibilidade móvel. Na última semana, a companhia expandiu os recursos interativos do smartphone Galaxy Core Advance um dos aparelhos intermediários da marca e integralmente projetado para consumidores que portam algum tipo de deficiência ou incapacidade visual.

O sucessor do modelo Galaxy Core ganhou três novas tecnologias assistivas: uma etiqueta de voz, um pedestal de leitura digital e, ainda, uma capa ultrassônica. Eles podem até parecer recursos retirados de filmes ficção científica, mas a companhia se inspirou inteiramente nas necessidades dos usuários finais para desenvolver este trio, permitindo que os futuros donos dos aparelhos pudessem desfrutar completamente do gadget.

Ambiente tagueado

O Voice Label, recurso semelhante a uma etiqueta de voz, que opera por meio do sistema Near Field Communications (NFC) – já utilizado pela companhia em outros dispositivos – vem para auxiliar o cotidiano dos usuários dentro de casa. As etiquetas são coladas em algum objeto doméstico que se queira marcar, estabelecendo uma comunicação automática com o smartphone. Funciona assim: quando o telefone se aproxima da etiqueta, ele sente sua presença, e reproduz automaticamente um som que estava pré-programado. Assim, permite instruir os usuários sobre a localização de itens importantes ou mesmo sobre a presença de obstáculos. A tecnologia também oferece algumas funções extras, como o acesso ao banco de tags – a partir do qual é possível gravar e escutar as notas e as descrições salvas no Galaxy. Fáceis de usar e instalar, os adesivos são comercializados no site (coreano) da Samsung.

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Optical Scan Stand: do papel à voz

Diferente das tags, o pedestal de leitura digital funciona como um suporte para o smartphone, que a partir do sistema de reconhecimento ótico de caracteres, integrado ao Galaxy Core Advance, realiza o escaneamento e a leitura de qualquer documento posicionado na parte inferior do suporte. Outra utilidade do item é a capacidade de transformar o livro impresso em audiolivro. Apesar do sistema possuir fácil interação, o ponto negativo é a mobilidade do equipamento. Se o foco está na acessibilidade, ter de carregar o suporte para todos os cantos não parece muito prático, não é mesmo?

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Um radar na capa do smartphone

Com a Ultrasonic Cover, a grande aposta da companhia, o aparelho passa a funcionar semelhante a um radar, sendo capaz de detectar obstáculos, pessoas e objetos presentes no caminho, em um raio de até dois metros de distância do celular.

Ao acoplar a capa ao smartphone, as ondas ultrassônicas emitidas pelo case se encarregam de rastrear o ambiente e informar ao usuário quando algo aparecer, por meio de alertas sonoros ou vibrações – como uma versão digital da velha bengala ou o cão-guia. Certamente, a tecnologia confere facilidade e segurança aos portadores de deficiência visual, em meio aos ambientes e percursos usuais e desconhecidos.

Com a inclusão deste trio, que ainda não está disponível no mercado nacional, a gigante sul-coreana prevê ampliar a usabilidade dos modelos low-end, como é o caso do Galaxy Core Advanced, além de disponibilizar estas ferramentas em outros dispositivos Android, para aperfeiçoar e integrar a comunicação dos usuários Galaxy.

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Agora é esperar para ver se a tecnologia “pega” e acaba sendo adotada em mais aparelho, e por mais fabricantes. Nós certamente esperamos que sim! E vocês, o que acham desta história? Conte para a gente, nos comentários!


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