Imagine Tony Stark sem sua armadura, Mario sem os cogumelos, Emília sem o pirlimpimpim, Bochecha sem Claudinho – isso é um computador sem o processador. Está bem, podemos ter exagerado na comparação, mas fato é que, sem o processadores, os computadores perdem a razão de existirem.

Vejamos: todo computador é, no final das contas, uma máquina avançada de fazer contas. O processador é justamente o componente responsável por fazer essas contas e tomar as decisões no sistema. Por isso, a escolha correta do processador é essencial.  A capacidade do processador de realizar cálculos irá definir se sua máquina vai se comportar como Usain Bolt nos 100 metros rasos ou um zumbi em The Walking Dead.

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“Então é fácil: basta escolher o processador mais rápido!”

Você está correto. Quanto mais rápido o processador, melhor. Além de economizar tempo para realizar tarefas no computador, processadores mais rápidos irão demorar mais a ficarem obsoletos. Mas, a não ser que você tenha uma mina de ouro no quintal da sua casa, há sempre um limite financeiro para comprar um computador. Por isso, é preciso primeiro definir qual a sua necessidade de uso. Como já postamos aqui no blog, em geral, os usuários de computador podem ser divididos em três faixas:

 Usuários casuais– são aqueles que utilizam funções básicas de computador, como editores de texto e navegação na internet e não estão em busca necessariamente dos jogos mais avançados. Se você se encaixa nesse perfil não é preciso investir em um processador de última geração.

Usuários habituais– além dos editores de texto e navegação na internet, esses usuários assistem a muitos vídeos no computador, utilizam vários programas ao mesmo tempo e costumam acompanhar os lançamentos da indústria de games. Se você está nessa categoria, é válido investir em processadores mais poderosos e é preciso prestar atenção quais requisitos mínimos que são pedidos pelos programas.

Usuários hardcore– assim como o usuário habitual, ele assiste a vídeos, utiliza diversos programas ao mesmo tempo e acompanha os últimos lançamentos da indústria, mas curte jogar com qualidade gráfica e desempenho no máximo, editar vídeos e operar diversos programas ao mesmo tempo que compartilham informações pela web. Nesse caso, é preciso tirar o escorpião do bolso e investir em lançamentos mais recentes de processadores.

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“Qual a melhor marca de processador?”

 Aqui o terreno é mais pantanoso. Assim como na série Game of Thrones, em que cada guerreiro jura lealdade à sua casa, há especialistas que idolatram a Intel, enquanto outros realizam uma cruzada para defender a AMD. Entretanto, independente de qual for seu juramento de lealdade, fato é que Intel e AMD são as duas fabricantes de processadores mais confiáveis no mercado. A nossa dica é definir quais as especificações você deseja no seu processador e comparar preços das duas marcas.

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“Como escolher as configurações do processador?”

Agora é você quem vai ter que colocar o seu processador “cabeça” para funcionar. Para escolher as configurações do processador é preciso balancear algumas variáveis. A arquitetura é a primeira delas, que diz da tecnologia do componente. “Piledriver” e “Bulldozers” são nomes de arquitetura da AMD, enquanto “Ivy Bridge”, “Sandy Bridge” e “Haswell” da Intel. A grosso modo, quanto mais recente a arquitetura, mais avançado o processador – e consequentemente mais caro. A dica é buscar pela arquitetura mais recente que caiba no seu orçamento.

Já a quantidade de núcleos diz do número de núcleos de processamento que sua máquina possui. Atualmente, é bastante comum que as máquinas tenham dois núcleos (os processadores Dual Core, por exemplo). Há no mercado modelos com quatro, seis e até oito núcleos, além de modelos com tecnologia Hyper Threading, que cria núcleos virtuais adicionais. A conta aqui é a seguinte: quanto mais núcleos, maior a capacidade do computador  lidar com diferentes tarefas ao mesmo tempo.

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Entretanto, ainda há diversos softwares que não são produzidos para utilizarem núcleos simultaneamente. Assim, em determinados programas, não há um ganho expressivo de desempenho, por exemplo, ao se comparar um processador de seis núcleos com um de oito. A nossa dica é você seguir o seu perfil como usuário: se o seu objetivo é utilizar diversos programas ao mesmo tempo, invista em processadores com quatro núcleos para cima; se você quer tirar o máximo proveito de poucos softwares, um processador com dois ou quatro núcleos e uma boa frequência será o mais indicado.

E já que estamos falando de frequência, como você deve ter imaginado, ela diz do número de ciclos de operações que o processador faz em um segundo. Mas atenção: a frequência serve para se comparar processadores da mesma linha, ou seja, com a mesma arquitetura.

Outro fator a se levar em conta é a quantidade de cache, um tipo de memória que serve para armazenar os dados mais requisitados pelo processador, agilizando o acesso aos dados armazenados na memória RAM. Atualmente, existem até três níveis de memória cache: L1, L2 e L3, que otimizam o desempenho dos processadores.

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“Ai, meu processador! Como eu levo em conta tantas variáveis?”

Calma, o segredo é não se desesperar. Defina qual o seu perfil de usuário e quais seus limites financeiros. Siga a ordem de variáveis que detalhamos neste post (marca, arquitetura, núcleos, frequência e cache) e compare os preços e possibilidades oferecidas pelos fabricantes. Além disso, sites dos próprios fabricantes e vários endereços na web trazem comparações de desempenho das diferentes linhas de processadores, como o CPUBenchmark. Ah, e não se esqueça de conferir a compatibilidade do processador com a placa-mãe.
Boas compras!

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