A memória RAM é a menina dos olhos de editores de vídeo e artistas de computação gráfica, além de ser um suporte importante para os gamers – e não é para menos. Enquanto o HD do computador funciona como um baú que guarda informações pesadas, a memória RAM é como uma mochila a tiracolo, fácil de acessar, onde são guardadas as informações que são utilizadas mais frequentemente. É na memória RAM que jogos, programas de computação gráfica e de edição de vídeo armazenam os arquivos temporários que são utilizados na suas operações.

Seguindo essa lógica, quanto mais memória RAM, melhor, correto? A resposta é: em partes. Ainda na lógica da mochila, não parece uma decisão muito acertada carregar todo o seu guarda-roupa na mochila se você vai sair para um piquenique. Por outro lado, é bom você estar equipado se quer fazer um mochilão pelos Andes, não é? Com a memória RAM a lógica é a mesma. Usuários comuns de computador, que navegam na internet, assistem vídeos online ou fazem pequenas edições em fotografia digital irão se virar muito bem com uma memória RAM de 2 GB. Se além dessas tarefas você precisa editar áudio e compilar programas, talvez uma de 4 GB lhe sirva melhor. Agora, se você quer jogar games com gráficos incríveis ou produzir animações, é melhor investir na sua “mochila” e procurar memórias RAM de 8 GB ou mais.

 

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Mas calma, mochileiro! Antes de sair com a casa nas costas, é preciso se certificar que a memória RAM é compatível com o seu computador. Sistema operacionais de 32 bits reconhecem memórias de até 4 GB. Além disso, há diversos tipos de memória RAM. As mais avançadas, que têm taxas mais altas de transferência de dados, como as DDR3 SDRAM, são compatíveis apenas com determinados processadores e placas-mãe. Esse ponto é fundamental: se uma memória não for compatível com a placa-mãe ela irá funcionar com desempenho inferior e todo o sistema irá perder em perfomance. Uma dica é procurar memórias licenciadas pelo fabricante da placa-mãe.

Tendo a compatibilidade em mente, a segunda regra básica para memória RAM é verificar a frequência. Quanto maior, mais dados ela é capaz de transferir. As freqüências mais altas disponíveis no mercado hoje são de 2.400 MHz, mas frequências de 1.600 MHz são um ótimo padrão para usuários comuns e intermediários de computador. Novamente é preciso ficar atento à compatibilidade da placa-mãe com a as especificidades da memória RAM. A latência, que é o tempo que a memória leva para acessar um dado, segue a lógica inversa da frequência: quanto menor a latência, melhor. Mas a compatibilidade com a placa-mãe permanece como regra de ouro – nunca se esqueça dela.

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A garantia e qualidade do fabricante da memória também são itens que você deve levar em conta. Se aquela memória genérica estiver com um preço mais baixo, talvez seja melhor pensar duas vezes, afinal tudo o que você menos quer é descobrir que a peça que você comprou não é lá o que prometia por não ter sido fabricada sob um controle de qualidade rigoroso.

Por último, se você já tem um computador e quer instalar mais memória RAM, é hora de repetir o mantra: compatibilidade. Verifique quais tipos e qual a quantidade de memória sua placa-mãe comporta. Também é recomendável evitar misturar pentes de formatos e frequências diferentes – tudo para diminuir o trabalho da sua placa-mãe e evitar incompatibilidades..

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